-Peregrino,vai te logo do meu coração pois eu já cansei de vagar sem rumo,de andar no sol,de dormir no frio à procura das tuas terras inférteis.Que quando me prometeste abrigo,eu ainda era pequena,no entanto alimentaste meu sonho infantil de viajar pelo mundo,mas sequei à fome do meu desespero,da minha intrépida vontade de repousar na sombra tua.Vai te antes que eu deseje querer ainda o ronco seco
do teu estômago,procura te numa cidade qualquer mais rica e vazia de mim,com mais cinza e menos azul do céu.Vai te antes que a chuva caia,pois talvez,quem sabe eu consiga fazer com que ela molhe teus caminhos,pra que tu percorras macio no teu deserto,com as fúteis moradas que encontrares,pra que tu aches,quem sabe,outro burro para carregar teu fardo,pra te dar companhia imperfeita,com aquele sorriso seco que precedia o teu choro doente de minhas carícias.O sertão jaz silencioso,minha estrada seca pros teus pés feridos,mas de noite sei que dormirás a sombra da lua,do encosto sentido dos sonhos meus...-
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