sábado, 24 de novembro de 2012

Perdida entre os mundos


se joga!

Se joga,menina!-mulher-
mulheres...
à sombra da hora marcada,eu espero sentada a tua doce companhia.Mas como eu estou cansada,sento no banco da praça e vejo os idosos a caminhar.Na barraca,só vende água de coco gelada- e eu não gosto- ou não quero.O céu da já esta escuro e eu estou contando as horas pra te ver chegar.Aquele andar amargo de quem viveu pelas ruas à procura dos meus encantos.Penso: Será que ainda vem?.Pensei ainda ser cedo,mas não.Já é tarde.E você não vem.Eu estou em total solidão.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012


O MEDO

-Medos

doce mentira

Foi tudo uma doce mentira...
Quando olhavas nos meus olhos
Quando bem ou mal dizias
Quando dizias no meu ouvido
as mais ridículas poesias...
Me pedia em casamento
Me propôs segurança e alegria
Só me deste o amargo
E a tua melancolia
O Sorriso aberto sempre existia
as caretas,os pedidos
os desejos
a agonia

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Corp(oral)

Talvez seja isso mesmo,essa coisa errante que nos mostra no desespero, a verdadeira carne.Que incrível esse monte de pele cobrindo o cru.E o nu?Pra se esfregar,pra se molhar,pra se deleitar.É caos multiplicado...deixa eu ver...meio assimétrico,algumas cicatrizes,um pouco de pêlos,umas curvas e um só condutor...Todos os caminhos levam ao corpo.E o odor que simboliza o trabalho,a dor.O aroma,o fedor.É tudo tão cru que a impressão é: Vai explodir!Excitante.
Ai ai,meus limites.Os limites da carne...É belo,seja como for...Grandes colos,pequenas coxas,muitas curvas,poucos cantos,desalinhado.Mas é bonito demais.Não achas?eu acho!Nossa casa,nosso lugar.O lugar da dor.Como eu te mostrei,demais até!A gente se esconde pra quê,afinal?
O corpo fala tudo em silêncio.Ele também grita em silêncio,é possível isso?O corpo é armadilha.É gentileza.É o poder da natureza!é tudo...


Peregrino

-Peregrino,vai te logo do meu coração pois eu já cansei de vagar sem rumo,de andar no sol,de dormir no frio à procura das tuas terras inférteis.Que quando me prometeste abrigo,eu ainda era pequena,no entanto alimentaste meu sonho infantil de viajar pelo mundo,mas sequei à fome do meu desespero,da minha intrépida vontade de repousar na sombra tua.Vai te antes que eu deseje querer ainda o ronco seco
 do teu estômago,procura te numa cidade qualquer mais rica e vazia de mim,com mais cinza e menos azul do céu.Vai te antes que a chuva caia,pois talvez,quem sabe eu consiga fazer com que ela molhe teus caminhos,pra que tu percorras macio no teu deserto,com as fúteis moradas que encontrares,pra que tu aches,quem sabe,outro burro para carregar teu fardo,pra te dar companhia imperfeita,com aquele sorriso seco que precedia o teu choro doente de minhas carícias.O sertão jaz silencioso,minha estrada seca pros teus pés feridos,mas de noite sei que dormirás a sombra da lua,do encosto sentido dos sonhos meus...-


O rio de mim

(...)Que como água,corre pelo pescoço a obra que fizeste nas minhas entranhas
do entender que não era pra ser,nem existir a correnteza iludida(...)
Do frio,entendo que não corre água gelada,nem fica parada,nem molha...
Eu banhava
Esperava com os pés dentro d'água 
O sol nascia e 
O rio de mim morria...