sábado, 25 de agosto de 2012

Sol

Entra pela única brecha de pano,o sol
Invade a pele crua,queima a mulher branca nua
Pupila fecha correndo tentando cobrir a face
joga no rosto pálido o lençol
Alumia os buracos internos,joga fora o pedaço de escuridão que restava
Clareia a arte escondida num canto à parte de mim
É hora de sair do aconchego do pranto
Mesmo sabendo que lá fora é frio,um tanto quanto,de dor
preciso é que me entreguem ao rei maior,o astro do suor das cabeças,que faz escorrer na face
o pingo salgado do trabalhador
Ouvir mais à carne,o canto silencioso da rua que entorpece a mente minha
dos pensamentos já cansados,de certo,duvidosos
Abre-se a janela do corpo,ouve-se as notas do teu pisar
no chão de folhas secas jogadas pelo caminho
sei que hei de encontrar,pois hei de me perder
pelas esquinas da esperança,pelas escaladas do poder e da dança que me impulsionam pro ar
os olhos já podem ver,a boca já pode sentir e a alma já sabe sorrir
não te espantes,se acaso o mar resolver desistir
Pois que o rio já deixou de desaguar
jaz calafrio que a água está gelada,esperando a fonte mais a frente,pelo sol...esquentar!


Lia



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