quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Pássaro

Passarinho bem te vi
passa bem longe de mim...
Que teu desejo
é me ver triste assim...

Olhos tão negros
Deixam  minha vista turva
Cegam todos meus medos
Quando estou longe da chuva

Mas logo encontro o mar
No horizonte que me espera
navegar...
Mas tanta maresia é nada
perto da imensidão do sorriso
e beleza da manhã
o ouvir cantando na janela
desejos
Meus voos por você
irei ver lá de cima
tuas asas
tão frágeis


Lia

...

-Perde-se ao tentar se encontrar
o caminho é escuro demais
E a mesma tentativa é fracasso diante da desistência
de se achar
e se perder
em meio ao caos de si mesmo.



Lia

homé destruidor

Desde que foste eu perdi o caminho das minhas ilusões
não consigo me apaixonar,nem sentir
verdadeiramente o que sou e o que são pra mim
destruiste cada faísca de sentimento que
agora tento reacender
a chama velha do meu desgosto
de ter feito tanto sabor em tua boca
e ouvir tantas harmonias do teus dedos............
errei em deixar de ser menos eu
para ser mais tua
e menos de mim mesma
agora essa dor de ouvir tanta loucura dos outros
tantos amores que estou perdendo
tantas oportunidades que eu deixo ir
que eu fico pensando : teria sido diferente se eu não tivesse aceitado tua súplica naquela tarde,aquela ida ao bar?


-Quanta viagem...


lia

domingo, 26 de agosto de 2012

Amanhã...

"Deixa assim,no voo da liberdade
Que atrás de mim eu escondo a saudade
E o coração que insiste em mexer
Encontra nas ruas o que o sol apagou
Toda a escuridão que não se quis
teimo em clarear
Pra respirar sem dor e pra desembaraçar
O amanhã que não se vê..."

Lia

Mutantes E Seus Cometas No País do Baurets


"Há sempre um tempo no tempo em que o corpo do
homem apodrece
E sua alma cansada, penada, se afunda no chão
E o bruxo do luxo baixado o capucho chorando num nicho capacho do lixo
Caprichos não mais voltarão
Já houve um tempo em que o tempo parou de passar
E um tal de homo sapiens não soube disso aproveitar
Chorando, sorrindo, falando em calar
Pensando em pensar quando o tempo parar de passar
Mas se entre lágrimas você se achar e pensar que está
A chorar; este era o tempo em que o tempo é!! "

Onde ir

 
 
"Eu não sei prá onde a gente vai
Andando pelo mundo
Eu não sei prá onde o mundo vai
Nesse breu vou sem rumo.."

Onde ir-Vanessa da Mata






sábado, 25 de agosto de 2012

Sol

Entra pela única brecha de pano,o sol
Invade a pele crua,queima a mulher branca nua
Pupila fecha correndo tentando cobrir a face
joga no rosto pálido o lençol
Alumia os buracos internos,joga fora o pedaço de escuridão que restava
Clareia a arte escondida num canto à parte de mim
É hora de sair do aconchego do pranto
Mesmo sabendo que lá fora é frio,um tanto quanto,de dor
preciso é que me entreguem ao rei maior,o astro do suor das cabeças,que faz escorrer na face
o pingo salgado do trabalhador
Ouvir mais à carne,o canto silencioso da rua que entorpece a mente minha
dos pensamentos já cansados,de certo,duvidosos
Abre-se a janela do corpo,ouve-se as notas do teu pisar
no chão de folhas secas jogadas pelo caminho
sei que hei de encontrar,pois hei de me perder
pelas esquinas da esperança,pelas escaladas do poder e da dança que me impulsionam pro ar
os olhos já podem ver,a boca já pode sentir e a alma já sabe sorrir
não te espantes,se acaso o mar resolver desistir
Pois que o rio já deixou de desaguar
jaz calafrio que a água está gelada,esperando a fonte mais a frente,pelo sol...esquentar!


Lia



Voz tua

Ouvir a tua voz caindo a noite
E saber que estas bem do meu lado
me dizendo o que fazer
não é somente o medo
É também o desprazer
de amar aquilo que não se é
E fazer aquilo que não se quer
Mas ter a certeza da missão
Que hoje trago nos ombros
Imbutino na alma
a incerteza de um destino inacabado
Nas diretrizes  desguiadas
Nas dúvidas falidas
Das almas tranpassadas
Do corpo suplicando auxílio
Dos monstros,das vozes
Dos loucos,insanos e perdidos ais.

Lia-


Pequena



Posso não regar flor que já morreu...
Tampouco esperar que cresca outra vez
No talo roído que a praga roeu
Posso nem querer broto novo
É hora de arrancá-la de vez
com todos os pedaços podres
sem cheiro,sem vida,sem cor
a flor que era viva e se desfez
em tão pequena dor...

Lia