("Sé hora de chegar,Iá Ia?Sé hora de chegar?"
"ô mô pai,vi di lá...")
Batucada soou
E o corpo seguiu a trilha
O meu tambor tocou
E foi dançar,sua filha
A lua clareou
E vez do nego se aproximou
Vem de lá,Vem de longe
Minha alma se entrega ao senhor
Vem buscar,Venha logo
Que o meu corpo sentiu-se à dor
Ô mô pai se eu te conto
O que o nego falou preu ouvir
Ele disse que logo
faria minha dor sumir
Com a voz do robusto
Com palvras,me disse assim:
"Fecha os olhos,menina
Acalma a fome
Que logo te dou meu colo,neném
E se precisares,eu te garanto
Que um novo amor,te trago também..."
Lia
Foto:Cumbú
sábado, 26 de março de 2011
sábado, 19 de março de 2011
Rubro sol.Rubro sou.
"Logo quando acordo o rubro do sol bate em minha janela, aquecendo minha cama, meu corpo e minha vida."
Enquanto ainda houver...
Amor o suficiente pra dizer...
Palavras que já não bastam pra entender
o inexplicável descontentamento
e a veracidade de dizer aquilo que se sabe...
Caminhos,ombros odores do dia
E a noite chega apagando
o que já nao é mais verdade
é a vontade não-vontade de querer..
É o mais-que-perfeito do olhar
É o caimento livre do homem
que sabe justamente o que quer
por não saber se doar
E ser suficiente..mulher.
(Lia)
Palavras que já não bastam pra entender
o inexplicável descontentamento
e a veracidade de dizer aquilo que se sabe...
Caminhos,ombros odores do dia
E a noite chega apagando
o que já nao é mais verdade
é a vontade não-vontade de querer..
É o mais-que-perfeito do olhar
É o caimento livre do homem
que sabe justamente o que quer
por não saber se doar
E ser suficiente..mulher.
(Lia)
terça-feira, 15 de março de 2011
domingo, 13 de março de 2011
E o vazio...
Quando o fogo apaga.Quando a chama cessa.Quando a luz já não ilumina.Quando o copor pede.Os olhos secam.A voz cala.O odor some.Cadê as rosas?Cadê o jeito?E a matéria....pede por alma.
-A de outrem-
lia-
-A de outrem-
lia-
O velho e a Flor
Por céus e mares eu andei
Vi um poeta e vi um rei
Na esperança de saber o que é o amor
Ninguém sabia me dizer
E eu já queria até morrer
Quando um velhinho com uma flor assim falou:
O amor é um carinho
É o espinho que não se vê em cada flor
É a vida quando, chega sangrando
Aberta, em pétalas de amor
Por céus e mares eu andei
Vi um poeta e vi um rei
Na esperança de saber o que é o amor
Ninguém sabia me dizer
E eu já queria até morrer
Quando um velhinho com uma flor assim falou:
O amor é um carinho
É o espinho que não se vê em cada flor
É a vida quando, chega sangrando
Aberta, em pétalas de amor
Toquinho e Vinícius de Moraes
sábado, 12 de março de 2011
Rosa.
O teu destino era ser MINHA.
Tu és, divina e graciosa
Estátua majestosa do amor
Por Deus esculturada
E formada com ardor
Da alma da mais linda flor
De mais ativo olor
Que na vida é preferida pelo beija-flor
Se Deus me fora tão clemente
Aqui nesse ambiente de luz
Formada numa tela deslumbrante e bela
Teu coração junto ao meu lanceado
Pregado e crucificado sobre a rósea cruz
Do arfante peito seu
Tu és a forma ideal
Estátua magistral oh alma perenal
Do meu primeiro amor, sublime amor
Tu és de Deus a soberana flor
Tu és de Deus a criação
Que em todo coração sepultas um amor
O riso, a fé, a dor
Em sândalos olentes cheios de sabor
Em vozes tão dolentes como um sonho em flor
És láctea estrela
És mãe da realeza
És tudo enfim que tem de belo
Em todo resplendor da santa natureza
Perdão, se ouso confessar-te
Eu hei de sempre amar-te
Oh flor meu peito não resiste
Oh meu Deus o quanto é triste
A incerteza de um amor
Que mais me faz penar em esperar
Em conduzir-te um dia
Ao pé do altar
Jurar, aos pés do onipotente
Em preces comoventes de dor
E receber a unção da tua gratidão
Depois de remir meus desejos
Em nuvens de beijos
Hei de envolver-te até meu padecer
De todo fenecer
Estátua majestosa do amor
Por Deus esculturada
E formada com ardor
Da alma da mais linda flor
De mais ativo olor
Que na vida é preferida pelo beija-flor
Se Deus me fora tão clemente
Aqui nesse ambiente de luz
Formada numa tela deslumbrante e bela
Teu coração junto ao meu lanceado
Pregado e crucificado sobre a rósea cruz
Do arfante peito seu
Tu és a forma ideal
Estátua magistral oh alma perenal
Do meu primeiro amor, sublime amor
Tu és de Deus a soberana flor
Tu és de Deus a criação
Que em todo coração sepultas um amor
O riso, a fé, a dor
Em sândalos olentes cheios de sabor
Em vozes tão dolentes como um sonho em flor
És láctea estrela
És mãe da realeza
És tudo enfim que tem de belo
Em todo resplendor da santa natureza
Perdão, se ouso confessar-te
Eu hei de sempre amar-te
Oh flor meu peito não resiste
Oh meu Deus o quanto é triste
A incerteza de um amor
Que mais me faz penar em esperar
Em conduzir-te um dia
Ao pé do altar
Jurar, aos pés do onipotente
Em preces comoventes de dor
E receber a unção da tua gratidão
Depois de remir meus desejos
Em nuvens de beijos
Hei de envolver-te até meu padecer
De todo fenecer
sexta-feira, 11 de março de 2011
No Devan
O Corpo quando fala é exato.Sempre diz aquilo que pensa,com gestos e formas,curvas e calafrios...Um sinal perto do pescoço é um sinal de alerta...Pare e olhe atentamente,existe algo mais para ser admirado.
Tu olhas atentamente todos os pontos.Você se fixa na imagem nua e as marcas passam despercebidas-são nada-.Chegas perto e sente o cheiro de Dama da noite,a essência chama a atenção,te sufoca e te alivia aos poucos.Abrem-se os poros,porque ela sente o arrepio calada e sorri irrequieta.Levanta teus olhos e vê!A noturna mulher...
Pelo pescoço ereto,você a puxa para uma dança,a silenciosa dança.Não sabes exatamente o que ela quer dizer com aquele olhar,mas ela sabe muito bem o que esta tentando dizer.Cada passo é um desafio,todos os movimentos espontâneos são a tradução do desejo que se perpetua na alma daquela flor.És agora parte do balanço.O ritmo te perturba mas estas no caminho certo.
Os lábios se tocam levemente,os olhos caem,a respiração nunca foi tão intensa- desejo-.A música para.O silêncio é o que tanto esperas.O corpo não para de falar e em ti só resta a dúvida do sim.Ela,então,te abraça.E tu não precisas mais de resposta nenhuma pois agora encontra-te envolto em tudo.São marcas e sinais que te trazem à realidade...Devaneio noturno,despertas de mais um sonho.
Lia-
Lia-
terça-feira, 8 de março de 2011
Me encontrar?
Sim.Eu NÃO desisto de me procurar.Por mais difícil que seja.Num bar ou numa cama vazia.Numa página de um livro mau escrito ou nos vagos desejos de internet.Na casa?Na praça?No extremo existencialismo?
Onde foi parar o tempo?a esperança do desconhecido?A viagem mal sucedida abriu cicatrizes mortas(praticamente esquecidas).Aquela multidão gritando :"carnavália!,Carnavália!" .Onde estou,afinal?
-Perdi o dia do ensaio e a minha escola de samba não desfilou.
Onde foi parar o tempo?a esperança do desconhecido?A viagem mal sucedida abriu cicatrizes mortas(praticamente esquecidas).Aquela multidão gritando :"carnavália!,Carnavália!" .Onde estou,afinal?
-Perdi o dia do ensaio e a minha escola de samba não desfilou.
domingo, 6 de março de 2011
...
Atire a primeira pedra
Quem não sofreu, quem não morreu por amor
Todo corpo que tem um deserto
Tem um olho de água por perto
Para ouvir basta abrir os poros
Para aceitar basta oferecer
Para que adiar um desejo
De alguém que lhe quer tanto beijo
Quem de vocês
Resiste a uma tentação
Quem pretende revogar a lei do coração
Quem ousaria
Dessas vozes duvidar
Deixa a sua natureza se manifestar
Quem não sofreu, quem não morreu por amor
Todo corpo que tem um deserto
Tem um olho de água por perto
Para ouvir basta abrir os poros
Para aceitar basta oferecer
Para que adiar um desejo
De alguém que lhe quer tanto beijo
Quem de vocês
Resiste a uma tentação
Quem pretende revogar a lei do coração
Quem ousaria
Dessas vozes duvidar
Deixa a sua natureza se manifestar
Minha música de carnaval. :)
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